Atualidades: O que está acontecendo com a Amazônia?

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A Floresta Amazônica ocupa 40% do território brasileiro e partes de países vizinhos. Ela conta com 30% das espécies do planeta inteiro: 30 mil espécies de plantas, 1,8 mil de peixes, 1,3 mil de aves, 311 de mamíferos e 163 de anfíbios. A Amazônia, então a maior floresta tropical do mundo, está sendo destruída. Entre janeiro e agosto de 2019, teve mais alertas de desmatamento, queimadas e chuvas do que o registrado nos mesmos períodos desde 2016.

De olho no Enem, confira alguns dos principais pontos sobre o que está acontecendo na Amazônia. Lembre-se que estar por dentro das atualidades é extremamente importante para ir bem na prova.

Amazônia: por que isso está acontecendo?

Entre os meses de agosto e setembro, queimadas ocorrem comumente na floresta, por conta do período de seca. Mas uma série de fatores está contribuindo para que as pessoas acreditem que a Amazônia esteja correndo riscos. As respostas mais comuns de ambientalistas para esclarecer o que está havendo na Amazônia neste ano são:

Desmatamento

O Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do instituto de pesquisa Imazon fez um mapeamento por satélite da Amazônia e, de acordo com ele, o desmatamento no bioma foi 66% maior em julho deste ano do que no ano passado. Porém, ainda há estudos, como o realizado pela Universidade de Oklahoma, que acreditam que esse número seja ainda maior. Publicado na revista científica Nature Sustainability, esse estudo foi feito baseado em dados de satélite, mapeamento de áreas e fenômenos naturais estimulados pela interferência humana.

Em média, o país desmatou 20% da Floresta Amazônica. Segundo o diretor do Instituto de Biociência da USP, Marcos Buckeridge, alguns cientistas estimam que a floresta não conseguirá se regenerar caso o desmatamento chegue a 40% da mata, enquanto outros falam em 25%. Ou seja, já foi atingido um percentual próximo ao ponto sem retorno.

Queimadas

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), as queimadas no país aumentaram 82% em relação ao ano passado. Os estados mais atingidos por eles têm áreas de Floresta Amazônica, como o Pará, Amazonas, Mato Grosso e Rondônia. Ao todo, o país registrou 66,9 mil pontos de fogo. É o maior índice desde 2013, sendo a Amazônia o bioma mais afetado.

Ricardo Mello, gerente do Programa Amazônia do WWF Brasil, defende que não há queimadas naturais na região como no cerrado. Ou seja, todo o fogo na Amazônia é iniciado, de algum modo, pelo ser humano. As queimadas estão ocorrendo por causa do aumento do preparo de terra para a criação de gado ou plantação de soja e milho. Em alguns casos também, como no norte do Mato Grosso, estão ligadas à agricultura e outros usos agrícola.

Falta de fiscalização

A falta de dinheiro, estrutura, equipamentos e homens faz com que a fiscalização da Amazônia seja precária. Com isso, os desmatadores se sentem empoderados para continuar com o desmatamento e as queimadas que atingem a região.

Márcio Astrini, coordenador de Políticas Públicas do Greenpeace, calcula em 65% a queda na aplicação de multas, e 30% a diminuição de operações de combate ao desmatamento pelo Ibama. O maior problema enfrentado não é o monitoramento, mas a falta de fiscalização. O governo não dispõe de pessoal suficiente, como agentes do Ibama, para averiguar as denúncias de cortes ilegais e queimadas.

Consequências do que está acontecendo na Amazônia

Prejuízos ambientais mais graves são causados pelo desmatamento e as queimadas que estão acontecendo na Amazônia. Entre os motivos para isso, estão:

  • Biodiversidade: a Amazônia é o maior bioma da Terra e conta com a maior biodiversidade;
  • Perda de matéria vegetal: a maior floresta tropical do mundo é mais densa e, por isso, perde mais biomassa na queima;
  • Emissão de carbono: queimando mais biomassa, a emissão de gases por hectare que contribuem para o efeito estufa é maior;
  • Ciclos de chuva: afetados pelas alterações ambientais na Amazônia, que podem produzir chuvas não só no Brasil, mas também na Argentina e no Paraguai.

Duas das consequências dos impactos ambientais na Amazônia amplamente divulgadas nos noticiários, foram:

Exoneração do Ricardo Magnus Osório Galvão

Dados divulgados pelo Inpe, que mostravam um aumento de 88% da desflorestação, foram contestados pelo atual presidente. Após semanas de confronto com o governo, a situação gerou a exoneração do ex-diretor do instituto, Ricardo Magnus Osório Galvão. O presidente chegou a sugerir que Ricardo estaria a serviço de alguma ONG.

Perda de doações internacionais

A repercussão da desflorestação foi tão grande que tanto a Alemanha quanto a Noruega suspenderam o repasse de recursos para o Fundo Amazônia. Esses recursos, de quase R$ 300 milhões, eram utilizados para ações de combate ao desmatamento e desenvolvimento sustentável.

Como ajudar a causa amazônica?

Estamos em um momento decisivo em que, além de nos indignar com o que está acontecendo com a Amazônia, devemos agir. Confira algumas formas para ajudar a salvar a floresta:

  • Faça doações para organizações que trabalham para preservar a floresta;
  • Divulgue protestos e vá aos mesmos;
  • Pesquise e apoie causas indígenas, quilombolas e ribeirinhas;
  • Apoie ativistas.

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